ÉTICA e DIREITOS ANIMAS

Ética s. f.: ciência da moral; moral; código de conduta interior Filos.: disciplina filosófica que estuda os julgamentos de valor na medida em que estes se relacionam com a distinção entre o bem e o mal.  

 

“A não-violência nos leva a mais alta ética, a qual é objetivo de toda evolução. Até pararmos de ferir outros seres vivos, seremos ainda selvagens.” (Thomas Edisom, Harpers Magazine)

 

"O erro da ética até o momento tem sido a crença de que só se deva aplicá-la em relação aos homens."  (Albert  Schweitzer)

"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação à natureza e aos animais."  (Victor Hugo)

"Tempo virá em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente como hoje se julga o assassínio de um homem." (Leonardo da Vinci)

"O costume é capaz de justificar as pessoas em qualquer atrocidade."  (George Bernard Shaw)

 

"A grandeza de uma nação e seu progresso moral podem ser julgados pelo modo que seus animais são tratados."  (Gandhi)

 

"Compaixão pelo sofrimento de outros não é fraqueza. Agir com compaixão quando todos em volta fazem o contrário exige mais coragem e força de caráter do que concordar com as crueldades das pessoas em volta."  (Norm Phelps, Fundo pelos Animais)

 

"Mas por causa de alguns bocados de carne, nós privamos uma alma de sol e de luz, e daquela porção de vida e tempo para a qual elas nasceram pra desfrutar." (Plutarco, Moralia)

 

"O verdadeiro teste moral da Humanidade, seu teste fundamental, consiste na sua atitude a respeito daqueles que estão à sua mercê: os animais. E nesse aspecto a humanidade tem sofrido um debate fundamental, tão fundamental que todos os outros se originam dele." (Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser)

 

"A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem." (Arthur Schopenhauer)


"Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer." 
(Jeremy Bentham) 

"Quando o homem aprender a respeitar até a menor das criaturas, ninguém precisará ensiná-lo a amar o seu semelhante."
(Albert Schweitze)

"Simplesmente não há razão porque os animais devam ser abatidos para servir como dieta humana quando existem tantos substitutos. O homem pode viver sem carne."
(Dalai Lama)

"Eu não tenho dúvidas de que é parte do destino da raça humana, na sua evolução gradual, parar de comer animais." 
(Percy Bysshe Shelley)

"Minha doutrina é esta: se nós vemos coisas erradas ou crueldades, as quais temos o poder de evitar e nada fazemos, nós somos coniventes." 
(Anna Sewell) 


"O homem precisa de um novo tipo de relação com a natureza, uma relação que seja de integração em vez de domínio, uma relação de pertencer a ela em vez de possuí-la. Não comer carne simboliza respeito à vida universal."
(Pierre Weil)

"Está tudo muito bem em dizer que os indivíduos devem lutar com suas consciências, mas somente se suas consciências estiverem despertas e informadas. A sociedade industrial - esconde o sofrimento dos animais. Poucas pessoas manteriam em casa uma galinha numa pequena gaiola durante toda sua vida para lhe confiscar os ovos. Mas, praticamente todas, comeriam ovos 'frescos da fazenda' empacotados e fáceis de pegar nas prateleiras do mercado. Também consumidores de leite não vêem os filhotes sendo arrancados de suas mães e geralmente sendo mortos.

Historicamente, o homem expandiu o alcance de seus valores éticos a medida que a ignorância e o egoísmo recuaram, primeiro além da família e da tribo, depois, além da religião, raça e nação. Trazer outras espécies inteiramente para dentro da faixa desses valores pode ser impensável para a opinião moderna hoje. Um dia, décadas ou séculos à frente, poderá ser necessário não mais que um comportamento 'civilizado' para que isso aconteça."  (Trecho adaptado do Editorial da Revista The Economist, What humans owe to animals 19/08/95) 

"Nada é mais poderoso que um indivíduo atuando conscientemente, trazendo assim o nascimento da consciência coletiva." (Norman Cousins)

 

"Para cada dez pessoas que estão podando os ramos do mal, você terá sorte se encontrar uma que esteja ceifando suas raízes." (Henry David Thoreau)

 

Deus (Inteligência primária, Espírito da Natureza, Jesus, Alah, Jeová, Força do Universo, Deusa Wicca ou seja lá que nome tenha) criou cada animal com a capacidade de sentir dor e sofrimento. No entanto, nas fazendas industriais da morte, os animais tem seus chifres e bicos arrancados, e são castrados, tudo sem anestesia (dói pra caramba!). A fim de maximizar os lucros, são amontoados juntos no menor espaço possível. A maioria fica confinada num espaço tão pequeno que mal conseguem se virar e passam o tempo todo se atentando para não se sujarem com suas fezes que forram o chão (assim como nós, eles também tem senso de higiene e não gostam de se sujar de "coco"). Muitos nunca vêem a luz do dia ou sentem a terra ou a grama sob seus pés. Finalmente, são transportados nos caminhões do holocausto sem alimento ou água, sujeitos aos extremos de temperatura do clima, rumo a uma morte aterrorizante e infernal. Ficar indignado com tudo isso é o que leva muitas pessoas a simpatizarem com o movimento Vegan.

Você sabia que os animais tem sistema nervoso tal como nós? O que significa que eles sentem a mesma dor e sofrimento que qualquer ser humano sentiria em seu lugar. De acordo com o veterinário Dr. Michael Fox, "Quanto a química dos sistemas nervoso central e endócrino, sabemos que não há qualquer diferença entre os humanos e os animais. A bioquímica dos estados fisiológicos e emocionais são muito similares.”

Os Animais não só tem sistema nervoso, como também tem sentimentos. Assim como nós, eles experienciam alegria, felicidade, amor, solidão, medo etc.

Características como inteligência, consciência, e altruísmo existem em diferentes graus em todos os humanos e animais, com alguns animais tendo mais dessas características que alguns humanos. Não há características morais relevantes pelas quais se possam distinguir todos os humanos de todos os não-humanos. No entanto a maioria se sente superior às outras espécies e no direito de submete-las a qualquer exploração. ("We're Only Human", Nós Somos Apenas Humanos, Psychology Today, Jan 88) 

 

"Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens."  (Alice Walker)

alguns séculos atrás acontecia: a exploração dos Negros vindos da África. No mundo antigo algumas raças eram submetidas por outras e a vida dos escravos eram consideradas submissas e sem importância. O preconceito de raças, fez com que muitos fossem explorados e exterminados ao longo da história. Hoje existe um consenso que tais pensamentos eram absurdos e que a vida tem igual valor independete de raça, credo.

Mas de maneira equivalente, acontece hoje um tipo de preconceito onde outras espécies animais (no meio de trilhões de genes de um DNA, a diferença de um animal humano de um não-humano não passa de alguns  genes) são vítimas da ética de "direito pelo poder" na qual os fracos são usados e assassinados.

Como os preconceitos baseados na cor da pele ou gênero, os animais são explorados por causa do especismo: um preconceito contra outros seres porque pertencem à outras espécies.

Respeitar os animais como tendo seu direito a vida pode ser algo impensável para a sociedade atual. Mas como mencionado anteriormente,  acreditamos que séculos a frente bastará se apelar para o "comportamento civilizado" para que este seja um pensamento comum.

               (Foto: Michael K Nichols - National_Geographic)

O que fazemos com os animais de consumo? Animais são abarrotados aos milhares em fazendas industriais. são privados de tudo que é natural à eles: nunca pisam na grama ou na terra, nunca sentem o calor do sol ou ar fresco. Galinhas têm seus bicos cortados com lâminas quentes. Porcos têm os seus rabos cortados e seus dentes puxados com alicates. Bois e porcos machos são castrados. Tudo isso sem nenhuma anestesia.

Os animais são alimentados sempre com a mesma dieta de hormônios e antibióticos para que eles cresçam muito rapidamente: seus corações e membros com freqüência não respondem mais aos estímulos, causando ataques cardíacos e incapacidade corpórea.

Basta um pouco de reflexão para perceber que não é cosmoético submeter os animais a um cativeiro, tortura-los e depois abate-los de maneira cruel para satisfazer nossa gula. Não da pra aceitar que a vida do bicho vai se esvair na agonia para no fim ser transformada em "estrume humano" ou melhor dizendo: "coco".

A verdade sobre a matança de animais não é mesmo agradável. Matadouros comerciais são lugares violentos e sangrentos, que mais parecem visões do inferno. Animais berrando são aturdidos a golpes de martelo, choque elétrico, ou revólveres de concussão. 

Ao chegarem perto do local do abate, o desespero é inevitável. Eles já sabem o que vai acontecer pois sentem o cheiro do sangue ou mesmo, vêem o sangue ou os corpos dos companheiros mortos antes. Então  antes do golpe final, vivem o inferno da agonia e do desespero. Eles se debatem tentando se defender. Eles lutam para viver a qualquer preço pois o valor que cada animal atribui a sua vida, é o mesmo valor que cada um de nós, humanos, damos a nossa. Parte deles são pendurados de ponta cabeça. Ainda vivos tem suas gargantas cortadas e sua carne esquartejada enquanto sangram até a morte (muitas vezes ainda conscientes). Depois são movimentados no ar através sistemas mecanizados de transporte que os capitalistas construíram nas fábricas da morte.

Muitas pessoas sem dúvida abraçariam o vegetarianísmo se visitassem um matadouro, ou se elas próprias tivessem que matar os animais que comem. Todos comedores de carne deveriam fazer ao menos uma visita destas. Mas preferimos ficar omissos, fingir que não sabemos de nada e apenas pegar a embalagem no freezer do mercado ou o pacote ou no balcão do açougue.

Todos nós compreendemos que é imoral causar dano a um cachorro ou gato. Não seria igualmente imoral pagar alguém para causar dano a uma galinha, vaca, porco, peru ou qualquer outro animal?

O maior parte dos veganos adotaram este modo de vida motivados por um forte sentimento de fraternidade e compaixão para com as animais. A maioria de nós fomos criados comendo carne, ovos, leite e peixe, porém muitos foram sentindo que esta não era a melhor maneira de viver. Mais tarde, ao saber o que acontece antes da carne e outros produtos chegarem nas vitrines e prateleiras, muitos tomaram a decisão de não ser conivente com a tortura e a matança animal.

Há quem diga que é natural matar para comer da Carne: "- Animais matam-se uns aos outros na natureza. Por que nós não deveríamos fazê-lo também?"  

Nós não buscamos junto aos animais nossas indicações morais em outras áreas. Por exemplo, alguns animais lutam até a morte por uma companheira, ou cometem estupro, ou a fêmea mata o macho depois da cópula, ou comem seus filhotes. Tais eventos "naturais" não significam que vamos legalizar o assassinato, o estupro ou infanticídio.

O que sente a vaca-mãe ao ver seu bezerro recém-nascido confiscado e depois ouvir os gemidos de sua morte? Na hora da separação algumas vacas-mãe entram em desespero e se debatem tentando evitar que o filho seja levado. Algumas acabam se fraturando e tendo que ser sacrificadas. São cenas anteriores a produção dos produtos lácteos que compramos no supermercado. Cenas que nós patrocinamos todos os dias ao consumir estes produtos. 

 Sem falar que toda a vida da vaca é marcada pelo sofrimento. Aquelas que tem chifres, os tem cortados sem anestesia (imagine a dor que é arrancar um dente sem anestesia... saiba então que a dor de cortar uma terminação nervosa como um chifre é muito pior). Depois ela é obrigada a consumir hormônios para produzir mais leite por várias horas por dia e antibióticos para amenizar os efeitos das doenças do cativeiro. E por fim, quando sua produção diminui, são transportadas de maneira bruta e enviadas para o matadouro para o golpe final.

Se fôssemos comparar graus de crueldade, ficaria claro que de todos os “animais para alimentos”, a vaca é um dos que mais sofrem.

O que a foca-mãe sente quando vê os restos ensangüentados de seu filhote, que fora golpeado covardemente e esfolado as vezes ainda não totalmente morto?

A morte súbita dos animais adultos, como acontece com os pássaros silvestres devido a caça humana ou mesmo devido ao tráfico de animais (os burgueses querem ter um "enfeite vivo" em casa) também significa a morte lenta para os filhotes que, ainda inexperientes,  ficam ao relento e ao alcance dos predadores.

Imagine o passarinho no ninho, morrendo lentamente, esperando a mãe ou o pai voltar. Sofrem de solidão até morrerem de fome, ou abocanhados indefesos por um predador. Sem falar que a maioria dos animais traficados morrem no transporte (devido tanta tortura). É questão de humanidade e cosmoética conscientizar as pessoas que não devem nunca comprar animais silvestres. O lugar deles é livre na natureza e não numa gaiola.

Mesmo animais engaiolados desde o nascimento sentem a necessidade de se movimentar, se assear, esticar seus membros ou asas, e exercitar-se. Serem impedidos de realizarem comportamentos instintivos básicos causa-lhes tremendo sofrimento.

Animais de rebanho se tornam atormentados quando são forçados a viver no isolamento ou quando são colocados em grupos grandes demais para que consigam reconhecer outros membros. Além disso, todos animais confinados sofrem intenso tédio. Alguns de maneira tão profunda que chegam à auto-mutilação ou ao comportamento auto-suicida.

 

Somos as sepulturas vivas de criaturas assassinadas, abatidas para satisfazer nossos apetites. Como podemos esperar alcançar a paz que tanto ansiamos neste mundo? (George Bernard Shaw, Living Graves - Sepulturas Vivas / parece também com uma citação de Leon Tolstoy).

 

"Meus companheiros seres humanos, não contaminai vossos corpos com alimentos vindos do sofrimento. Temos o milho, temos as maçãs curvando-se dos galhos com seu peso e uvas crescendo nas vinhas. Há ervas de sabor doce, e vegetais que podem ser cozidos e amaciados no fogo... A terra proporciona um suprimento liberal de riquezas em forma de alimentos inocentes, e vos oferece banquetes que não envolvem derramar de sangue ou matança; só as bestas satisfazem sua fome com carne, e nem mesmo todas elas, porque os cavalos, o gado, e carneiros vivem apenas da grama."  (Pitágoras)

"De minha parte não entendo através de que acidente e em que estado de espírito foi que a primeira pessoa sujou sua boca com sangue e levou seus lábios em direção à carne de uma criatura morta, pôs mesas de corpos mortos e em decomposição e ousou chamar de alimento e nutrição as partes que pouco antes haviam bramido e chorado; Movimentavam-se e viviam. Como poderiam os olhos suportar a matança em que gargantas eram perfuradas, a pele esfolada e os membros arrancados? É possível que em outras épocas se abatiam animais devido a necessidade de defesa pessoal e sobrevivência. Hoje certamente não são os leões ou lobos que comemos. Pelo contrário, ignoramos estes e chacinamos criaturas dóceis e inofensivas, sem presas ou dentes para nos atacar. Por um pouco de carne, tiramo-lhes o sol, a luz e a duração de suas vidas a que elas têm direito por seu nascimento e por sua existência". (Trecho de um ensaio de Plutarco, discípulo de Pitágoras)

 

Quando as pessoas dizem "não devemos ser sentimentais", você pode ter certeza de que elas estão dispostas a fazer algo cruel. E se elas disserem ainda "nós temos que ser realistas", significa que elas vão ganhar dinheiro com isso. (Brigid Brophy, Unlived Life: A Manifesto Against Factory Farming)

A decisão que levou milhões de pessoas a parar de comer outros animais não está enraizada na aderência à dieta ou dogma, mas sim no desejo de eliminar o sofrimento que o abate de animais para consumo confere em outros seres com sentimentos. O comprometimento humano com a harmonia, justiça, paz e amor é irônico, enquanto continuamos a patrocinar o sofrimento nos matadouros ao consumir carne e produtos de origem animal.  (adaptado de: Karen Davis, PhD, Prisoned Chickens, Poisoned Eggs, 1996)

Há espécies de animais que impressionam ao serem estudadas pela inteligência, nobreza de seu comportamento e instinto pacífico. Se fôssemos comparar tais espécies com a raça humana, poderíamos ficar em duvida de qual espécie é mais evoluída, vide o comportamento brutal de alguns humanos.

O que nos torna humanos? Em qual momento isso acontece? Qual adjetivo nos qualifica como mais evoluídos que as outras espécies?

No decorrer dos tempos o código de conduta da humanidade vem se aperfeiçoando tentando se aproximar cada vez mais de valores Universais ou como dito pelos espiritualistas: Valores de uma Ética Cósmica;

Mas muitos de nós agimos sem pensar. Não evidenciamos a inteligência emocional e a normal ternura humana que todos possuímos. Muitos perderam em algum momento o discernimento do que é coerente e o que não é. No contexto aqui tratado, não condiz com o sentimento humano, ver um animal sofrer e ficar indiferente (ou pelos menos, não deveria ser assim).

Evoluímos passo a passo. A Ética da humanidade tende a se aperfeiçoar rumo ao fraternismo maior.

Torcemos para que o próximo passo seja o respeito pela vida e o final do sofrimento das outras espécies animais. Veja os casos citados no link  Libertação Animal.  Pense no que nós permitimos acontecer todos os dias e reflita se não esta na hora de revermos nosso código de valores éticos.

"Matar é negar o amor. Matar ou comer o que um outro matou é regozijar-se com a crueldade. E a crueldade endurece nossos corações e cega nossa visão, e somos incapazes de ver que aqueles que matamos são nossos irmãos e irmãs companheiros na Família Una da Criação."
(G.L. Rudd )

 

Direitos dos Animais

Para saber sobre direitos animais visite o site www.direitosanimais.org. Neste site você encontrará todo material necessário sobre o assunto.