CURIOSIDADES

Seres Humanos são naturalmente Carnivoros ou Vegetarianos?

Os seres humanos não foram projetados para ser carnívoros? Não precisamos de proteína animal? A resposta a ambas questões é não.

Embora alguns historiadores e antropólogos digam que o homem é historicamente carnívoro, nosso equipamento anatômico - dentes, mandíbulas e sistema digestivo - favorece uma dieta sem carne.

A American Dietetic Association frisa que: "a maioria da humanidade durante a maior parte da história humana, viveu de dietas vegetarianas ou quase-vegetarianas."

E grande parte do mundo ainda vive dessa maneira. Mesmo na maior parte dos países industrializados, o caso de amor com a carne tem menos do que cem anos de idade. Isso começou com os caminhões frigoríficos e a sociedade de consumo do século XX.

Há quem diga que comer carne é natural. Tem sido assim por milhares de anos. Nós evoluímos dessa maneira."

Na verdade, nós não evoluímos para comer carne. Animais carnívoros possuem presas curvas, garras, e um trato digestivo curto. Seres humanos evoluíram sem garras ou presas. Nós temos molares achatados e um trato digestivo longo mais adaptado para uma dieta de vegetais, frutas, e grãos. Comer carne é perigoso para nossa saúde, contribui para doenças cardíacas, e uma legião de problemas de saúde.

 

Anatômia e Fisiôlogia

A dieta de qualquer animal corresponde à sua estrutura fisiológica. Analisando a anatômia e a fisiologia dos animais carnívoros e seres humanos, percebemos grandes diferenças:

Animais Carnívoros

Seres Humanos, Animais Vegetarianos e Frutíveros

Ausência de dentes para trituração, pois a carne não precisa ser mastigada

Ausência de dentes caninos afiados e presença de molares para trituração de alimentos fibrosos, tais como cereais e vegetais

Glândulas salivares pequenas

Glândulas salivares bem desenvolvidas, para a pré digestão de cereais e frutas

Saliva ácida: nenhuma Ptialina para pré digerir cereais

Saliva alcalina, com muita Ptialina, para pré digerir cereais

Ácido Muriático no estômago para digerir músculos animais, ossos duros, etc

Ácido estomacal 20 vezes mais fraco do que os carnívoros

Presença de garras afiadas

Ausência de garras

Sem poros na pele, transpiram pela língua

Transpiração através de milhões de poros na pele

Capacidade quase ilimitada para ingerir gorduras saturadas e colesterol.

Capacidade limitada para desdobrar gorduras saturadas

Comprimento do intestino de apenas 3 vezes o tamanho do corpo, afim de eliminar rapidamente a carne em estado de putrefação

Comprimento dos intestinos de 12 vezes o tamanho do corpo (frutas, cereais e legumes não apodrecem tão rápido, podendo ser eliminados do corpo mais lentamente)

A presença ou ausência de poros está relacionada com os hábitos do indivíduo: Os carnívoros tem o hábito de caçar durante a noite, quando é mais frio, e dormem durante o dia quando é mais quente (portanto não necessitam de glândulas sudoríparas), já os herbívoros, permanecem muito tempo no sol, colhendo seu alimento.

Além do acima citado, existe no ser humano uma total ausência de instintos carnívoros. A maioria das pessoas deixa que os outros matem os animais que lhe servirão de alimento, pois ficariam atordoadas e culpadas se elas mesmas tivessem que executar tal tarefa. Ao invés de comer carne crua, como fazem os carnívoros, os homens a cozinham, assam, fritam, disfarçando-a com todos os tipos de molho e temperos, para que não tenha nenhuma semelhança com seu estado original.

Um carnívoro salivará ao simples cheiro de carne crua, mas nunca ao cheiro de uma fruta. Se fosse agradável ao homem atacar um animal e dilacerá-lo com os dentes ainda vivo, poderia se dizer que possui os instintos dos carnívoros. Por outro lado, um cacho de uvas suculenta lhe dá água na boca e, até mesmo sem fome, ele comerá um fruta, apenas porque lhe é saborosa.

 
 

Nossos antepassados, comiam carne?

Não! Nossos primeiros ancestrais eram vegetarianos e não comiam carne, senão em período de extrema crise.

Alguns cientistas, inclusive Charles Darwin, concordam que os primeiros seres humanos eram comedores de frutas e legumes, e que nossa anatômia não mudou ao longo da história.

O cientista sueco Von Linné afirma: "A estrutura interna e externa do homem, comparada a dos outros animais, mostra que legumes e frutas constituem seu alimento natural".

Foi apenas durante a última Era Glacial, quando sua dieta normal de frutas e legumes se tornou inacessível, que os primeiros seres humanos tiveram que começar a comer carne de animais para sobreviverem.

Infelizmente o costume continuou depois da Era Glacial, seja por necessidade (caso dos esquimós e tribos que moram no extremo norte), ou por hábito e condicionamento (e também por falta de conhecimento).

 
 

Há quem diga: "- As condições nas fazendas de criação industrial não são piores que a selva ou a mata, onde os animais morrem de fome, doença, ou devido a predadores. Pelo menos animais em fazendas intensivas são alimentados e protegidos."

Podemos fazer uma analogia que este argumento também foi usado para justificar que a raça negra estava melhor como escravos nas plantações do que como homens e mulheres livres. Onde isto foi dito? Aqui mesmo onde você vive hoje, há algumas décadas atrás. Hoje considerado por todos nós um argumento absurdo.

  O mesmo poderia ser dito de pessoas na prisão, contudo a prisão é considerada uma das punições mais duras da sociedade.

Animais em fazendas intensivas sofrem tanto que é inconcebível que pudessem estar pior na selva. A selva não é "selvagem" para os animais que ali vivem; é o lar deles. Ali eles tem sua liberdade e podem se ocupar em suas atividades naturais. O fato de que poderiam sofrer na selva não é razão para garantir que sofram no cativeiro.

 

Outros Dizem: "- Animais nas fazendas intensivas ou em laboratórios não sofrem tanto porque nunca conheceram nada mais."

Ser impedido de realizar os comportamentos instintivos mais básicos causa tremendo sofrimento. Mesmo animais engaiolados desde o nascimento sentem a necessidade de se movimentar, se assear, esticar seus membros ou asas, e exercitar-se.

Animais de rebanho e animais de bando se tornam atormentados quando são forçados a viver no isolamento ou quando são colocados em grupos grandes demais para que consigam reconhecer outros membros.

 Além disso, todos animais confinados sofrem intenso tédio - alguns tão severamente que isto os leva à auto-mutilação ou comportamento auto-destrutivo. (Fonte: site JesusVegetariano)

 

Diminuição da Pobreza

E quando se trata das camadas mais pobres, o "proletariado", também induzido por costumes culturais, trabalha boa parte do dia para alimentar-se de lixo industrial e carne, para consumir depois os remédios químicos quando as doenças aparecem e assim sustentam os lucros recordes destas industrias.

Estas pessoas poderiam ter uma melhor condição de vida se tivessem poupado o dinheiro gasto com esse consumismo doente a que fomos induzidos.

Exemplo: R$ 150,00 gastos no mês por um indivíduo comprando carne (presunto, lingüiça, salsicha, refinados supérfluos etc) e remédios - este valor mensal poderia ser investido em algum fundo de Investimento.  Após 10 anos esse investimento resultaria num saldo aproximado de R$ 35.000,00, oferecendo uma renda extra de R$ 350,00 ao mês devido aos juros, ou quem paga aluguel poderia nesta ocasião ter garantida sua casa própria (ainda que simples). Se levarmos em conta o valor pago aos planos de saúde, este valor poderia triplicar. (Acabamos misturando o veganismo com o “anarquismo” e  fundamentos de "economia". Na prática, tudo esta mesmo relacionado de certa forma.)

 

 

Vegetarianísmo: Uma Opção Saudável

A alimentação vegetariana tem muitas vantagens, mas sua adoção também requer certos cuidados.

A dieta vegetariana tem três categorias principais: a ovo-lacto-vegetariana, que inclui derivados de leite e ovos; lacto-vegetariana, que inclui derivados do leite; e a vegana, que exclui todo tipo de alimento de origem animal.

Seja qual for a categoria da dieta, para ser saudável, ela requer certos cuidados. O ideal é iniciá-la sob orientação de médico ou de nutricionista, para garantir o adequado suprimento do organismo. Aconselha-se também fazer a mudança de hábitos alimentares gradativamente, de modo a minimizar desconfortos enquanto o organismo se adapta.

Entenda-se aqui que “alimentação vegetariana” que vamos tratar aqui, se refere é a dieta feita somente com produtos de origem vegetal. Assim sendo, não estamos falando dos “Falsos Vegetarianos” que ainda não abriram mão dos ovos, leite e seus derivados. (Opinião do Site: Acreditamos ser um despropósito os ovo-lacteos, também se denominarem vegetarianos, vide por exemplo a matança de vitelos do qual se faz o coágulo para os queijos)

Churrasco, Pizza de Calabreza, Vatapá, tutu à mineira, feijoada com torresmo, regados a refrigerantes e muita cerveja... Há pessoas que não resistem a esses pratos. Mas mesmo os seus partidários mais ardorosos admitem que eles não constituem exatamente um exemplo de alimentação equilibrada. Os pesquisadores da área da nutrição, por sua vez, não hesitam em afirmar que uma alimentação pesada, com excesso de gorduras, óleos e açúcar pode contribuir para males físicos como obesidade, doenças cardíacas, pressão alta, diabetes e até algumas formas de câncer.

A difusão crescente desses males nos países ocidentais colocam a orientação da dieta entre os tópicos da ação governamental. O Guia de Alimentação da OMS sempre da prioridade as maiores porções na dieta diaria à porções de verduras, pão, cereais, arroz e macarrão;  Depois legumes e frutas; E na menor proporção os produtos de origem animal como leite, iogurte, queijo, carne e ovos. O Guia adverte que o consumo de gorduras, óleos e doces deve ser ocasional e em quantidades restritas.

 

Ao mesmo tempo, são cada vez mais numerosas as pessoas que estão se tornando vegetarianas/vegans, como uma opção saudável de vida. Essa dieta pode interessar a você, leitor, por ser rica em fibras e ter pouca gordura saturada - mais saudável do que a gordura animal - e por ser compatível com um estilo de vida voltado para a evolução espiritual.

Como em qualquer dieta, é importante para os adeptos ingerir grande variedade de alimentos. Quanto maior a variedade, maiores as chances de obter os nutrientes de que o corpo precisa e é sempre interessante diminuir a ingestão de alimentos menos nutritivos tais como doces e comidas gordurosas e escolher produtos não-refinados ou integrais.

Veganos não consomem nenhum produto de origem animal, mas precisam se alimentar bem, diversificando nas frutas, grãos, cereais, verduras, nozes, castanhas e linhaça. Com o passar dos anos percebem um expressiva melhor saúde do que as pessoas que usam produtos de origem animal, apesar da mídia mercantilista fazer propaganda que não da pra viver bem sem estes produtos.